O movimento de renovaçom pedagógica Nova Escola Galega apresentou, junto com organizaçons sindicais (CIG, CUT, CNT e STEG), estudantis (Briga, Erguer e Mocidade pola Independência), assim como associaçons de carácter sócio-educativo (AS-PG e A.S.P. Antonio Gandoy) um manifesto crítico perante o aumento da presença das forças armadas espanholas -Guarda Civil, Exército e Polícia” no sistema educativo. Segundo dados da benemérita, oferecidos a La Voz de Galicia, só na província da Corunha fôrom desenvolvidas 1.228 palestras em centros educativos durante o passado ano académico. Sem dados oficiais para o conjunto do país, estimam-se por volta das 4000 intervençons em escolas, reguladas pola Instruçom nº 7/2013 do Plano diretor para a convivência e a melhora da segurança nos centros educativos e os seus arredores. Este documento promove a participaçom dos corpos policiais no ensino para ministrarem palestras e atividades relacionadas com os seguintes temas: bullying, drogas e álcool, bandas violentas, racismo e intolerância, violência sobre a mulher e discriminaçom, Internet, assim como exibiçons de unidades policiais e visitas, concursos ou exposiçons de material anti-motim: armas, bolas de borracha, escudos, etc.

O projeto de promover na escola valores militaristas e nacionalistas espanhóis nom é nada novo, fai parte dum programa político de consenso entre os partidos monárquicos, entre os quais, o Partido Popular é um aluno excecional. A formaçom fundada por ex-ministros franquistas chegara a defender em 2018 uma proposta de matéria relacionada com as Forças Armadas e os valores militaristas e patrióticos. Esta disciplina seria desenhada conjuntamente polos Ministérios de Educaçom e Defesa para ser lecionada nada menos que em primeiro e segundo do ensino primário, quer dizer, para crianças de 6 e 7 anos de idade.

Som vários os docentes que tenhem sido testemunhas duma “exaltaçom do militarismo como mecanismo de resoluçom de conflitos”, aspecto que nom deveria ter acolhida no âmbito educativo ao ser este tipo de atitudes contrárias ao fomento de valores relacionados com a resoluçom pacífica de conflitos

As razons que motivam a oposiçom à penetraçom das forças armadas no sistema educativo som diversas. Segundo as entidades assinantes do manifesto, som vários os docentes que tenhem sido testemunhas neste tipo de atividades duma “exaltaçom do militarismo como mecanismo de resoluçom de conflitos”, aspecto que nom deveria ter acolhida no âmbito educativo ao ser este tipo de atitudes contrárias ao fomento de valores relacionados com a resoluçom pacífica de conflitos, o diálogo e a cultura da paz. O manifesto também critica a projeçom duma imagem política espanhola “contrária ao reconhecimento e respeito das nacionalidades e da diversidade cultural e linguística que configura hoje o Estado espanhol”. Na web de informaçom galizalivre.com um professor, P. A., denunciava a vulneraçom de direitos linguísticos numa atividade com o exército ao indicar que “o militar que atendeu às crianças dixo com veemência que ia falar em espanhol já que era a única língua oficial do corpo”.

Outro elemento objeto de preocupaçom por parte do sector educativo é que as forças armadas nom tenhem a formaçom ajeitada para organizarem obradoiros relacionados com a saúde, o feminismo ou a educaçom em valores, constituindo este tipo de intervençons um caso de “intrusom laboral e usurpaçom de funçons”. Neste sentido, defendem a existência de profissionais preparadas para este mester, como: docentes, educadoras sociais, pedagogas, psicólogas ou técnicas. Além desta consideraçom, os coletivos denunciam que há determinadas iniciativas, como as exibiçons de instrumento bélico, que nom deveriam ter cabida num espaço educativo -nem como exposiçom, nem para a sua manipulaçom- pois “a sua presença contribui para a normalizaçom da violência, e colide com os princípios e valores fundamentais associados a promoçom da convivência e da cultura democrática”.

As organizaçons assinantes continuam o relatório solicitando aos órgaos de representaçom e de governo dos centros educativos que subordinem a participaçom de profissionais externos aos princípios que promovam uma educaçom de qualidade e coerente com a Estratégia Galega de Convivência Educativa 2015-2020, em relaçom à promoçom de “valores que sustentem a liberdade, a justiça, a igualdade, o pluralismo político, a paz, a democracia e o respeito polos direitos humanos”. Finalmente, fam um chamado aos movimentos sociais e associaçons a aderirem a esta iniciativa para defender um sistema educativo livre onde a única arma seja o pensamento livre e crítico.

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